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HOME OFFICE -TODOS JUNTOS E MISTURADOS

Inevitável não me sentir provocada a falar da minha experiência como Coach de Carreira e Desenvolvimento, e também como Head Hunter, nestes tempos de Pandemia Covid-19.

 

E começo justamente com a experiência de entrevistas remotas – presentes em minha vida há quase quatro anos e que, aos poucos, se tornou rotina dos profissionais que atuam em processos de recrutamento e seleção.

 

Mas não da maioria dos entrevistados que, de um momento para outro, viram o ambiente de trabalho ou “a sala de entrevistas” sendo transferidas para dentro das nossas e das suas casas sem pedir licença para entrar. Ao contrário, muitos nem tiveram tempo para arrumar aquele cantinho que tivesse algum parentesco com o lugar de trabalho e que, ao mesmo tempo, preservasse a santíssima privacidade do lar.

 

Em que pese conforto, tecnologia, produtividade, etc. do “home-office”, será necessário que entrevistados e entrevistadores sejam, de fato, tolerantes com os imprevistos caseiros. Sim. Vale para os dois lados da conexão.

Nas entrevistas de recrutamento e seleção, a direção do olhar do candidato logo denuncia se ele está sozinho, se há crianças por perto ou se alguém de longe está dando dicas.

Também é fácil perceber o desconforto em falar sobre algum tema mais delicado que ainda não tenha compartilhado com a família, ou de suas “fraquezas”. Tudo ali sendo exposto para o entrevistador e a plateia presente!

Nem sempre, como disse, é possível ter em casa um local com maior privacidade e que a “internet “tenha um bom sinal.

Uma boa saída é usar fones de ouvido, de modo que as outras pessoas da casa não ouçam o que está sendo abordado e, assim, não se sintam motivadas a aprovar ou reprovar o que quer que seja, utilizando uma linguagem de sinais irritante, que acaba desestabilizando o entrevistado.

Ter a família por perto neste momento é com certeza constrangedor para quem está sendo avaliado. O filho adolescente poderá usar “a performance” do pai ou mãe nas discussões acaloradas da família; e o companheiro ou companheira em algum momento poderá retrucar: “nem o seu “gestor” (estou sendo delicada, mas na verdade vão utilizar o termo CHEFE, em alto e bom som) lhe suportava mais. Isso, claro, no caso de ter sido demitido.

Se o pai ou mãe estiverem por perto durante a entrevista, tenha certeza de que o feedback virá. Ora implacáveis: “desse jeito você não conseguirá passar em nenhuma entrevista. Ora compassivos:” esse entrevistador   não lhe deu atenção necessária “…fez bullying com você e no seu lugar, eu denunciaria nas redes.

Em meio a ruídos de comunicação, stress, tensão, as entrevistas e reuniões “com o coletivo familiar” entraram de vez na rotina do “home-office”. É um fato. Pergunto: será que estamos preparados para participar e avaliar o profissional dentro deste contexto? E o profissional? Como pode se preparar e se preservar?

Ficam algumas dicas para a próxima entrevista:

1.Tente agendar a entrevista num horário com menor movimentação na casa. Ou então, peça para que fiquem em um lugar da casa mais distante do seu “posto de trabalho”. Se não for possível vá para o carro, desde que esteja estacionado em lugar seguro. Já realizei várias entrevistas e com ótimos resultados. O importante é que o candidato se sinta confortável e seguro para que possa contar suas histórias.

2.Tenha um ambiente organizado. Se for no seu quarto, arrume a cama antes; na lavanderia, não deixe as roupas no varal.

3.Sente em uma cadeira firme, que não lhe deixe girando de um lado para o outro, pois isso pode causar mal-estar em quem estiver do outro lado. Evite também roupas listradas ou com estampas “ópticas”. Imagine você se movimentando com esses padrões e se o entrevistador tiver algum problema de labirintite.?

4.Espontaneidade é o que conta. Saiba que o entrevistador reconhece que você está lendo o CV na tela do computador. A distância aproxima o olhar.

5.Certifique-se de que a conexão esteja adequada. E, se houver   interrupções, não fique constrangido.

Estamos todos no mesmo planeta de grandes transformações e ressignificações, mas isso é um outro tema que deixaremos para o próximo quase artigo.

Abraços,

Lizete Araújo

Diretora  Executiva – Véli-MG

lizetearaujo@velirh.com.br